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CREA-SP defende inteligência técnica para gestão pública
CREA-SP defende inteligência técnica para gestão pública

Autor: por Mauro Camargo/Michely Figueiredo

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CREA-SP defende inteligência técnica para gestão pública

Holmes Naspolini defende que conselhos usem sua inteligência técnica para apoiar prefeituras e qualificar decisões públicas.

INFRAESTRUTURA

CREA-SP defende uso de inteligência técnica das engenharias para subsidiar decisões do Poder Público

Secretário executivo Holmes Naspolini destaca a capilaridade do sistema profissional e afirma que conselhos devem atuar como parceiros consultivos de prefeituras e governos.

A imensa capilaridade e o acervo técnico dos conselhos profissionais de engenharia e agronomia constituem ativos estratégicos que precisam ser melhor aproveitados pelo Estado brasileiro. Essa foi a tese central defendida por Holmes Naspolini, secretário executivo do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP), durante sua participação no Painel 5 do II Congresso de Governança nos Conselhos Profissionais, no Royal Tulip Alvorada.

Naspolini apontou que a histórica desconexão entre a burocracia das autarquias e as demandas reais da sociedade civil enfraquece a percepção de valor público dessas instituições. Para reverter esse cenário, ele propõe que os conselhos atuem como braços consultivos permanentes do Poder Executivo e do Legislativo.

"O CREA-SP está presente em praticamente todos os municípios do estado. Nós temos um mapeamento detalhado da infraestrutura, do desenvolvimento urbano e das capacidades técnicas locais. Essa inteligência precisa estar a serviço das decisões governamentais", defendeu.

Parceria técnica contra o amadorismo no planejamento urbano

O secretário executivo explicou que, muitas vezes, prefeituras de pequeno e médio porte enfrentam severas dificuldades para elaborar projetos básicos de infraestrutura, saneamento e mobilidade por falta de corpo técnico qualificado. É nesse vácuo que o conselho profissional pode intervir de forma proativa, oferecendo cooperação técnica para orientar os gestores municipais e garantir a segurança jurídica e a viabilidade das obras públicas.

Segundo Naspolini, essa atuação consultiva não se confunde com a execução de obras, mas garante que os parâmetros técnicos e éticos estabelecidos pelas engenharias sejam respeitados desde a fase de planejamento. "Ao aproximar nossa capacidade técnica dos tomadores de decisão, nós combatemos o desperdício de recursos públicos e garantimos que a sociedade receba obras seguras e eficientes", argumentou.

Superação da barreira burocrática

Para o representante do CREA-SP, a transição para uma governança focada em resultados exige que os conselhos simplifiquem seus processos internos por meio da tecnologia, liberando energia para atuar na formulação de soluções para o desenvolvimento nacional.

A capilaridade do sistema, concluiu, deve servir como uma rede de proteção social e de fomento à inovação tecnológica em todas as regiões do país.

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