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CREFITO-3 propõe parceria com municípios no SUS
CREFITO-3 propõe parceria com municípios no SUS

Autor: por Mauro Camargo/Michely Figueiredo

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CREFITO-3 propõe parceria com municípios no SUS

Carolina Jessica defende cooperação entre conselhos e municípios para fortalecer a atenção básica e reduzir filas no SUS.

SAÚDE PÚBLICA

CREFITO-3 propõe transição da fiscalização cartorial para parceria estratégica com municípios na atenção básica

Conselheira Carolina Jessica defende que autarquias de saúde colaborem diretamente na formulação de políticas públicas locais, otimizando fluxos de atendimento e combatendo filas de espera.

A atuação dos conselhos profissionais de saúde está passando por uma redefinição de propósito que promete aproximar essas autarquias das reais necessidades da população. No Painel 5 do II Congresso de Governança nos Conselhos Profissionais, realizado no Royal Tulip Alvorada, em Brasília, a conselheira Carolina Jessica, representante do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 3ª Região (CREFITO-3), defendeu que as entidades de fiscalização abandonem o modelo meramente cartorial e punitivo para se estabelecerem como parceiras estratégicas do Sistema Único de Saúde (SUS).

"O conselho não pode se limitar a fiscalizar o cumprimento de regras burocráticas dentro de quatro paredes. Nossa missão social mais nobre é garantir que a assistência chegue com qualidade e segurança a quem mais precisa", afirmou a conselheira, ao apresentar o modelo de cooperação técnica que o CREFITO-3 vem desenvolvendo junto a municípios paulistas.

Cooperação técnica contra o gargalo das filas de espera

O núcleo da proposta apresentada por Carolina Jessica consiste na assinatura de termos de cooperação técnica entre o conselho e as secretarias municipais de saúde. Em vez de atuar apenas de forma reativa — aplicando multas ou autuações por inadequação de instalações —, o CREFITO-3 oferece sua inteligência técnica para diagnosticar os gargalos no fluxo de atendimento de fisioterapia e terapia ocupacional na atenção básica.

Segundo a palestrante, a inserção estratégica de profissionais qualificados logo na porta de entrada do SUS, como nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), tem o poder de evitar o agravamento de patologias crônicas e, consequentemente, reduzir drasticamente as filas de espera por especialidades e cirurgias de alta complexidade. "Quando o conselho ajuda o município a planejar a distribuição e a atuação dos profissionais na atenção primária, nós estamos gerando valor público direto e salvando vidas", destacou.

Fortalecimento da atenção primária como política de Estado

A conselheira pontuou que essa transição exige dos gestores dos conselhos uma mudança de mentalidade e uma visão de longo prazo. A fiscalização proativa, amparada em dados de saúde coletiva, permite identificar vazios assistenciais e subsidiar os prefeitos e secretários com informações técnicas precisas para a tomada de decisões.

Para Carolina Jessica, o fortalecimento da atenção básica por meio de parcerias institucionais consolida o papel dos conselhos como órgãos de defesa da sociedade, superando a desconfiança corporativa e demonstrando a relevância social da regulação profissional no dia a dia do cidadão.

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